Estratégia da Câmara dos Deputados pode acabar com a moeda de troca do Governo, que para obter aprovação de propostas de seu interesse, costuma negociar os votos dos Deputados por liberação de emendas parlamentares. Com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) aprovada hoje (10/02/15) pela Câmara Federal, os deputados ganham autonomia com as Emendas Parlamentares, que serão de cumprimento obrigatório (1,2% da receita corrente líquida deverá ser convertida obrigatoriamente em emendas parlamentares), sendo que metade delas deverá ir para a saúde. Emendas Parlamentares são verbas que os Deputados podem liberar para benefício de regiões específicas, normalmente, seus redutos eleitorais. Em 2015, cada um dos 594 deputados federais terá R$16,32 milhões de emendas para liberar, sem ter que bater continência para o governo federal. A PEC segue para aprovação pelo Congresso.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
AGORA SÃO TODOS CONTRA O GOVERNO
PMDB com Eduardo Cunha (Presidente da Câmara dos Deputados, que afirma que o partido vai tentar impedir na justiça a criação do PL por Cassab, que estaria sendo fundado para permitir a parlamentares a migração partidária sem perda de mandato para criar uma nova bancada governista) e Renan Calheiros (Presidente do Senado, que junto com a Câmara Federal garante o poder do PMDB no Congresso Nacional), Michel Temer (vice-presidente que segundo boatos estaria se estranhando com a Presidenta), PT com expoentes como José Dirceu (que em prisão domiciliar articula movimento petista agressivo contra a Presidenta) e Marta Suplicy (que de repente se tornou rebelde), PSDB com Fernando Henrique Cardoso (cujo advogado Dr. José de Oliveira Costa encomendou parecer jurídico sobre impeachment a Ives Gandra) e Aécio Neves, PSDB (que se alinha com o PMDB e Eduardo Cunha para minar a criação do PL) (!)
PARECE QUE NÃO FOI BEM UMA CRISE DE CONSCIÊNCIA!
Alguns dias após o jurista Ives Grandra Martins emitir parecer favorável ao impeachment da Presidenta Dilma, incluindo entre os fundamentos culpa (e não apenas dolo) pelo fato de não ter demitido a direção da Petrobrás mesmo após tantas denúncias, prisões e provas, Dilma finalmente tomou a providência. Este parecer foi encomendado pelo Dr. José de Oliveira Costa, ninguém mais, ninguém menos, que o advogado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
NÃO SE TRATA DE CONSCIÊNCIA POLÍTICA, E SIM BLINDAGEM POLÍTICA
O atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, recém empossado, declarou aos jornais que o PMDB vai à justiça contra a criação de novos partidos políticos. Não se trata de consciência política, e sim de blindagem política, pois pelas falas de Eduardo Cunha, ele só é contra a refundação do PL por Cassab porque o objetivo desta manobra é fortalecer o governo e minar a força já mostrada pelo PMDB. Com um partido novo, parlamentares podem migrar para a nova sigla partidária sem risco de perda de mandato, formando uma nova bancada que pode mudar de lado. Garoto óbvio!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
CENÁRIO POLÍTICO NÃO É NADA BOM
O cenário que se desenha não é nada bom. Governo interferiu, mas foi derrotado na eleição da presidência da Câmara. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assumiu a presidência com votos até do PSDB, apesar do trabalho de Aécio Neves em favor de outro nome (Julio Delgado - PSB). Renan Calheiros (PMDB) assumiu a Presidência do Senado. José Dirceu vem articulando em sua prisão domiciliar um movimento feroz contra Dilma, contando já com 30 deputados, 7 senadores e dezenas de militantes com poder político dentro das alas do PT. José Sarney (PMDB) deixa a política com discurso anti-Dilma. Há rumores de animosidade entre Dilma e o vice Michel Temer (PMDB) que o levariam a ambicionar a presidência da República e que Eduardo Cunha também teria esta ambição. A situação sinaliza portas abertas e sussurros em direção a um pedido de Impeachment. Ninguém está levando em conta o vendaval que vai assolar nosso país e atingir em cheio a classe média, motor da economia. Melhor seria não terem votado nela, do que jogarem o país nessa loucura.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
CORRUPÇÃO, UM DILEMA POLÍTICO OU HUMANO?
por Fernanda Caprio
advogada eleitoral, fernandacaprio.ma@gmail.com
Nosso Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou neste mês de abril/14 aumento no número de brasileiros filiados a partidos políticos. Segundo registros da Corte, de outubro/13 para cá 64.455 novas filiações foram processadas, praticamente 10 mil novos filiados por mês.
...Quem "rouba" uma caneta, "rouba" um país,
pois ser honesto não tem tamanho.
Temos hoje 15.329.320 cidadãos filiados às 32 siglas partidárias ativas, correspondendo a 7,6% da população. Será que isso é muito, ou pouco, num país de 200 milhões de habitantes?
No Brasil, a única forma de participar da política é através da filiação partidária. No nosso atual formato, candidaturas independentes, os “sem partido”, não têm espaço. Por quê? Simples, o partido é a manifestação ideológica de um grupo de militantes, que através do processo eleitoral e do alcance do poder político, levarão propostas de melhoria social para votação (legislativo) e aplicação (executivo).
A Lei dos Partidos Político, Lei 9.096/95, em seu artigo primeiro, torna isso bem claro: “Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.”
Apesar disso, é comum ouvirmos: “Não gosto de política”, “Políticos são corruptos”, etc.
À primeira questão, é preciso refletir o seguinte: a política, muito debatida e amplamente criticada, é o único meio de criação e implantação de projetos que realmente venham a mudar a vida das pessoas. Escolas, postes de luz, pontes, ruas, atendimento sanitário, saúde pública, e tantas outras questões, dependem do gestor público e do legislador para serem colocadas em prática. Não bastasse isso, não gostar de política é uma grande inverdade. Todo ser humano faz política desde que nasce, assim que chora pela primeira vez, manifestando suas necessidades e negociando formas de atendê-la. A criança ou o jovem que se torna representante de classe, defende o interesse de um grupo (os alunos) perante algo maior (escola), e isso é manifestação política. O morador que se torna presidente de bairro, ou síndico de condomínio, e luta por redução de custos, organização da vida coletiva, também defende seu grupo (moradores). A dona de casa que sai às compras e negocia descontos em nome da economia familiar, também defende interesses de um grupo (a família). A política, por assim dizer, está na natureza humana.
Quanto à segunda questão, corrupção, na verdade, o problema não está na política, e sim, no ser humano. Não podemos colocar a política como vilã quando ela é apenas consequência, e não causa. A causa somos nós, homens e mulheres. Somos nós que precisamos melhorar nossos valores, nossas atitudes, para, assim, melhorarmos a política. Tem um ditado que diz: "quem pode o mais, pode o menos". Então, quem "rouba" uma caneta, "rouba" um país, pois ser honesto não tem tamanho.
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