terça-feira, 30 de julho de 2013

A IMPORTÂNCIA DO SUPORTE JURÍDICO NA POLÍTICA

Tempos modernos pedem que o poder público, partido políticos e candidatos estejam amparados num suporte jurídico moderno e eficiente.


A advocacia é uma profissão belíssima, tanto quanto antiqüíssima. É uma jovem velhinha. 
Mas assim como ocorre em todas as áreas do conhecimento, deve evoluir e se ambientar à realidade do mundo. E a realidade do mundo inclui a nova ótica sócio-política. 

A gestão, seja ela privada ou pública, possui inúmeras ferramentas, todas elas bastante eficientes, mas o suporte jurídico deve ser encarado como ferramenta de gestão, principalmente no enfoque preventivo, pois qualquer ação do poder público, do partido político ou do candidato esbarra na legislação. 


A função do gestor público é gerir a coisa pública. Do partido, articular candidatos e campanhas. Dos candidatos concorrer aos cargos eletivos. 


E do advogado especializado conhecer direito público, eleitoral, constitucional e áreas interligadas para orientar e desviar do descumprimento à lei. São muitas as leis que regulam tanto a gestão pública quanto a política partidária. Mas elas se entrelaçam e controlam com mãos de ferro as ações que envolvem a coletividade. Não é uma decisão coerente se socorrer do suporte jurídico após iniciados os problemas com a justiça. 

O ideal é que se esteja desde o início dos projetos com o aconselhamento jurídico presente, para se evitar problemas e antecipar soluções. A advocacia não é uma profissão que somente tenha finalidade para apagar incêndios. É preciso se ter consciência que o suporte jurídico preventivo é sinônimo de segurança na tomada de decisões políticas eficazes.

VÍDEO - PROPAGANDA ELEITORAL 2014

quarta-feira, 24 de julho de 2013

VÍDEO - O PAPEL DA MULHER NO ESPAÇO SÓCIO-POLÍTICO

O PAPEL DA MULHER NO ESPAÇO SÓCIO-POLÍTICO

A dualidade é a compreensão do funcionamento de algo através da análise de dois elementos opostos que reagem entre si. Dessa reação, surge o todo, como a luz e a sombra que resultam no equilíbrio, o dia e a noite que formam o passar do tempo, as cargas positiva e negativa que juntas resultam na energia elétrica, a união do homem e mulher que resultam na espécie humana.

O todo, portanto, é constituído sempre por duas metades, cada qual com características que se complementam.

A mulher, como gênero feminino da espécie humana, enfrentou, ao longo da história da humanidade, diferentes graus de discriminação.

Estereotipada, inferiorizada na força física, foi submetida a torturas, mortes violentas e servidão de homens que as julgavam bruxas ou mero objetos.

As mulheres, em geral, eram tidas como serviçais destituídas de poderes civis e expressão social, devendo limitar-se aos cuidados do lar, confecção de roupas, produção de fillhos.

Algumas, porém, se destacaram e tiveram acesso ao poder, seja de forma oficial, como rainhas, ou atuando como conselheiras de homens poderosos.

Lentamente, as mulheres adquiriram seus direitos e seu espaço como cidadãs. Foram às urnas e conquistaram o direito a usar o próprio sobrenome, ao invés de serem obrigadas a adotar o do marido, deixando no passado o estigma de ser um objeto de posse da família do homem, conquistando espaços predominantemente masculinos. Atualmente, a presença da mulher no espaço sócio-político oferece a chance de se buscar metas e objetivos de um grupo com maior eficiência, corrigindo a visão limitada e tendenciosa de apenas um gênero sexual.

A mulher possui atributos específicos, que diferem das características masculinas exatamente para tornar ambos complementares.

A mulher, com sua percepção aguçada, de natureza intuitiva, é capaz de enxergar os problemas e o mundo de forma ampla, pode somar suas características às do homem, que possui a combustão, a ação, o foco e a capacidade de enxergar o detalhamento nas decisões a serem tomadas.

Em outras palavras, a presença da mulher no poder aumenta o poder estratégico do grupo, pois a visão masculina tem por característica a ação e a visão focada, e a feminina, a reflexão e a visão do todo.

Essa união permitiria que a visão masculina focada no presente, se somasse à visão feminina pautada no amanhã, permitindo maior capacidade de planejamento e segurança, levando a sociedade a um equilíbrio que nunca foi experimentado.

Então, não é o papel da mulher, e nem deve ser ambição dela, substituir o homem no cenário sócio-político. Isso seria um retrocesso equivalente às perdas já sofridas pela humanidade.

Tendo homens e mulheres, capacidades neurológicas e cognitivas diferenciadas, adquirem grandes vantagens sobre os demais grupos quando trabalham juntos. Grandes empresas já sabem disso, e estou integrando mulheres em cargos de diretoria e gestão, e adquirindo forte vantagem competitiva diante de seus concorrentes. No cenário político, partidos ingressam mulheres em seus núcleos administrativos e filiados para obter maior capacidade de implantação de projetos e representação política.

Em seu novo papel, a mulher deve se preocupar em jamais perder suas características básicas, mantendo acesa a percepção aguçada do outro ser humano, a capacidade de transmitir compreensão e aceitação, oferecendo seu talento de apaziguadora para mediar debates e oferecer medidas flexíveis e comprometidas com o progresso sustentável do mundo.

Assim, o mundo das Amazonas, onde só vivem mulheres, não deve ser o mundo desejado pelas mulheres que atualmente ocupam cargos cada vez mais altos de liderança. O equilíbrio da sociedade só será atingido pela comunhão dos opostos, pela união das forças e pelo respeito às diferenças, com homens e mulheres trabalhando juntos e usando seus talentos para construir um novo mundo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

VÍDEO - A HISTÓRIA DO VOTO NO BRASIL

A HISTÓRIA DO VOTO NO BRASIL

A História do voto no Brasil se mescla com a história do voto no mundo.
A democracia é sustentada pelo Estado Democrático, pelo poder soberano, o poder republicano, o poder federativo, o sufrágio universal, a legitimidade, a moralidade, a probidade, a igualdade ou isonomia. Um povo ou um país deve buscar, aspirar tais alicerces e isto nem sempre foi conseguido de forma pacífica e ordenada. 
O poder democrático emana do povo e sua essência é a liberdade, sem restrições e a igualdade entre os cidadãos. 
Na democracia se afasta a figura do poder soberano individual, familiar ou dinástico ou mesmo sobrenatural. Pilar sustentador do sistema brasileiro é a democracia partidária na forma de democracia indireta e representativa, onde o cidadão elege seus representantes e concede a eles o direito de representá-lo em suas assembléias legítimas. 
O Poder, na democracia, emana do povo. O Estado Democrático de Direito tem no cidadão seu artífice maior. Deste estado emana a soberania popular. 
O Direito eleitoral é um ramo do Direito Público, é uma especialização do Direito Constitucional e tem natureza nacional. Porém, as coisas não foram tão pacíficas no Brasil como hoje são, apesar de alguns conflitos reinantes e no uso indevido da política como forma de melhorar a vida do cidadão. 
Analisemos este processo e ao final teremos uma linha do tempo no que diz respeito aos direitos do cidadão e o sagrado direito do sufrágio universal e suas sérias conseqüências, em especial quando de seu uso distorcido ou voltado para outros fins que não bem estar da sociedade como um todo.
O voto secreto inaugural no Brasil aconteceu em 23 de janeiro de 1532 quando foi eleito o Conselho Municipal da colônia portuguesa São Vicente, em São Paulo. 
O voto eleitoral nasceu no Brasil sob a égide dos coronéis na República Velha. Era chamado ‘voto de cabresto’, e isto porque era comandado pelos grandes fazendeiros que ‘elegiam’ os candidatos que interessava a cada um. 
O ‘eleitor’ não sabia em quem votava. Só o ‘coronel’. Neste sistema, o voto era secreto mesmo, visto que só o ‘coronel’ sabia o destino do voto. Chamo de ‘coronel’ aqui aquele homem (ou grupo) que comandava as vontades do povo e em nome deste povo decidia como, quando e o que fazer para que suas ordens e vontade fossem cumpridas, custasse o que fosse. Em 1555 aconteceu o voto censitário na cidade de Santo André da Borda do Campo, escolhendo o juiz, vereadores, inspetor e procurador. Cabia ao rei escolher o alcaide-mor, uma espécie de prefeito da época. 
Votavam os nobres, os burocratas, os militares, os comerciantes ricos, os senhores de engenho e os homens de posse, mesmo analfabetos. Em 1821, D.João VI convocou eleições em março para a nova corte, que tinha 72 vagas para a elite brasileira. Seis meses depois foi eleita uma Junta com 68 nomes e apenas 50 assumiram o cargo. As distâncias eram grandes e os custos não compensavam o exercício dos mandatos. No ano de 1824, D.Pedro I criou o primeiro embrião da legislação eleitoral no Brasil. Esta legislação foi utilizada na elaboração da primeira Assembléia Geral Constituinte em 1824. 
Em 1855 o voto distrital foi vetado, evitando os currais eleitorais e criando-se o ‘título de eleitor’, que não tinha foto e deu vazão a muitas fraudes. 
Em janeiro de 1881 foi aprovado um decreto do Primeiro-ministro do II Império, José Antonio Saraiva, instituindo eleições para as câmaras e assembléias. As províncias ( semelhantes aos atuais estados) foram divididas em distritos e eleitores com renda mínima de 200 mil réis foram cadastrados. 
Em 1882 foram excluídos os analfabetos.
 Em 1891, já no sistema republicano-presidencialista, era disseminado em todo o país o famoso ‘voto de cabresto’. Em cada distrito havia pelo menos um ‘coronel’ da Guarda Nacional, olheiro e representante do governo central disposto s obedecer fielmente ao comando do poder reinante. Este sistema persistiu mesmo com a proclamação da República em 1889. 
Em 1894, foi eleito Prudente de Moraes como o primeiro presidente republicado. Era Paulista. 
Em 1925, o Centro Acadêmico 11 de agosto, hoje Faculdade de Direito da USP, usou este instrumento para sua eleição interna. 
Em 1929, no Estado de Minas Gerais, Antonio Carlos Ribeiro de Andrade fez experiência com o voto secreto. O voto direto foi criado pela Constituição de 1891. 
Na década de 30, golpe comandado por Getúlio Vargas alijou do poder Washington Luis. Em 1932 é instituída nova legislação eleitoral criando tribunais eleitorais, sendo instituído de forma plena o voto secreto. A mulher ganha o direito do voto e é eleita a médica paulista Carlota Queiroz como a primeira mulher brasileira a ocupar cargo legislativo. 
Com o golpe militar de Vargas em 1937 – Estado Novo – os direitos foram suprimidos. Vargas determinou,inclusive, a queima em praça pública de todas as bandeiras dos estados concentrando-se todo o culto à pátria na Bandeira Nacional. As câmaras municipais perderam autonomia e funcionavam apenas de forma simbólica. 
Estes direitos só depois de 1945 foram readquiridos parcialmente. 
Em 1945, Vargas foi deposto sendo eleito o militar Eurico Gaspar Dutra para Presidente. 
Em 1946 a Constituição deixou de exigir maioria absoluta para eleição do Presidente, e assim foram eleitos em 1950, Getulio Vargas, em 1955 Juscelino Kubtischeck e em 1960 Janio Quadros. 
No ano de 1955 lei determinou que o eleitor teria de ser vinculado a uma seção eleitoral, sendo o ‘título’ dotado de foto do eleitor e foi instituída uma cédula oficial para votação. Até então cada candidato providenciava sua cédula e o eleitor a colocava na urna. 
Depois eram contadas manualmente por uma junta apuradora sob a égide da Justiça eleitoral e não mais dos ‘ coronéis’ de plantão. 
No ano de 1963, após a renúncia de Jânio Quadros em 1961, foi empossado o vice João Goulart no sistema parlamentarista, condição imposta pelos militares para sua posse. 
Em janeiro de 1963 aconteceu o plebiscito, manipulado de forma clara e direta pela mídia e os detentores do poder fazendo voltar o sistema presidencialista. 
Diante de tal decisão popular os militares geram um golpe e se estabeleceu no Brasil um regime ditatorial. Nova constituição é outorgada em 1988, a chamada ‘constituição cidadã’, restabelecendo-se todos os direitos civis no Brasil. 
Em 1989, estabeleceu-se novamente o sistema de eleições diretas para prefeito e governadores de grandes cidades em dois turnos, inclusive para presidente.. 
Em 1985 é eleito o primeiro presidente civil após o golpe de 1964. As ‘eleições’ indiretas’ foram altamente constrangedoras.
 Em 1995 aconteceu o plebiscito para escolha da forma e sistema de governo. 
Em 1996 foi instituída a urna eletrônica e em 1997, emenda constitucional passou a permitir a reeleição para o executivo. 
Em 1988 foi promulgada a Constituição de 1988 depois de muitos debates e participação política e popular. 
Um longo trajeto do voto de cabresto ao voto livre, embora obrigatório. Vidas ilustres foram consumidas para que o voto pudesse ser de fato livre e secreto. 
Terá valido a pena tanto esforço? O que vemos em 2013 é liberdade de escolha em quem votar? Não há compra de votos pelos poderes públicos e candidatos na oferta de bolsa disto, bolsa daquilo, verbas para municípios, para estados, contratação de exércitos de cabos eleitorais e mil e uma vantagem ao eleitor e sua família, e o que é pior, de uma forma pública, clara e sem constrangimentos? O voto de cabresto acabou mesmo no Brasil? Não há mais votos dirigidos ou obrigatórios comandados por coronéis com roupagem nova e novos discursos? O que de fato mudou nestes anos? Aconteceu, realmente, a propalada ‘evolução política’? 
Coisas do tempo. Coisas do homem enquanto ente inteligente e conhecedor de sua história, de sua genealogia. Votar é participar, estar atento, estar vivo. Quem não vota, não opina, não se manifesta, não contribui com o progresso. Daí que votar não é importante apenas como direito do ser humano em uma sociedade organizada, mas sim, como elemento fundamental do ser que pensa, e que portanto, pode escolher. 
O voto eleva o ser à condição de co-construtor da sociedade e responsável por sua própria vida, dando a ele o direito à opção e, por conseguinte, atribuindo a ele o peso da conseqüência de suas escolhas. Uma sociedade que proíbe o voto, primeiramente retira do ser humano a capacidade de contribuir com seu desenvolvimento, tornando-o peça mecânica e manipulável ao prazer de tiranos. 
O voto, portanto, faz do homem condutor de seu próprio destino e forjador do futuro coletivo.